junho 05, 2010

ALGO QUEBRADO

' Ele olhava a rua, eu olhava o chão. Enquanto procurava um modo de dizer que todas as brigas eram inúteis e eram todas minha culpa. Eu não conseguia imaginar o que ele pensava, mas na minha cabeça os dias se passavam como em um filme. Enquanto eu tentava me lembrar em qual parte do caminho havíamos nos perdido.
Ele tentava segurar as lágrimas, mas meus olhos estavam secos. Talvez, porque depois de todas as lágrimas caídas, eu tivesse secado. Agora também, elas não fariam diferença.
As coisas não faziam sentido. Todas as palavras pareciam falhas. E depois de tudo, era como se nada pudesse consertar o tempo que se passou.
Nós sabíamos disso.
Ele me olhou, eu retribui o olhar. Era estranho ver naqueles olhos que me encantaram por tanto tempo algum sentimento diferente de amor e carinho. Era estranho que não houvesse mais nada pra se dizer um pro outro.
Silêncio.
Ele se levantou, eu apenas observei. Indiferente.
- É isso?
Queria que houvesse palavras para dizer; 'Não, você sabe que podemos consertar isso'. 'Eu ainda amo você'. 'Não vá'. Alguma palavra bonita, alguma frase válida.
Mas não havia.
- É.
Então, eu apenas observei ele ir com os olhos grudados ao chão, como se tivesse medo de vacilar ou cair.
E aqui dentro, algo parecia quebrado.

7 comentários:

lolla ramona (: disse...

oooi, obg por passar lá no meeu bloog ;
bom final de semana, beeijo *-*

Ellen disse...

Gostei muito do texto, me lembrou uma certa situação... ;x
Respondi seu comentário no meu blog, ok? Beijos, amo você! ♥

ke_kaa disse...

Q post é esse? é profundo..+ TENSO.

Caroline B. disse...

Keeka, você por aqui *--------*

Graci disse...

Tá tudo bem Cariol???
fiquei preocupada...
Ou esse texto é de mentirinha??

Bjokas e se vc tiver tristie, num fiquei assim....

Leandro Luz disse...

Nossa, quantas caras conhecidas nos comentários! ;o
hahaha'

Gostei muito mesmo do texto. A qualidade do mesmo não é afetada independentemente se a situação é real ou não!

Na verdade, quem somos nós para julgar o que é e o que não é real! Tudo meio que se mistura, e no final, já não sabemos mais nem quem somos, quem éramos, quem gostaríamos de ser...

Me desculpe pelo clichê... já é força do hábito! ^^
;*

w disse...

Excelente.